AMAPAR apresenta requerimento para sanar problemas com o sistema de assinatura digital do PROJUDI

Rômulo Cardoso Terça, 14 Março 2017

A Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR) encaminhou novo requerimento ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), direcionado à supervisão de informática, com intuito de ver sanado recente problema detectado com a atualização do sistema PROJUDI, sobretudo com relação ao sistema de Assinatura Digital.

 

O ofício da AMAPAR, assinado pelo presidente da entidade, Frederico Mendes Junior e também pelo diretor de informática, Sérgio Bernardinetti, afirma que a atualização é absolutamente imprescindível, pois encerrada a compatibilidade do último navegador que ainda suportava aquela espécie de tecnologia (Plug-Ins JAVA NPAPI).

Não obstante, traz a AMAPAR, o sistema que veio em substituição, ao menos pela experiência possível nas primeiras horas de sua implantação, revelou-se absurdamente ineficiente, extremamente demorada e prolixo.

Para cada assinatura, relata a entidade representativa da magistratura, (vale lembrar que a absoluta maioria dos magistrados paranaenses precisa assinar centenas de expedientes diários), leva-se cerca de trinta segundos entre o download do arquivo, sua chamada externa (Java Web Start), que por vezes demanda vários cliques adicionais, a execução via JRE, a oposição da assinatura e a conclusão do serviço.

“São pelo menos três novos cliques de mouse, afora a grande perda de tempo que pode chegar a um minuto, necessários para cada assinatura. Pelo sistema antigo, que já não era perfeito, ao menos não se perdiam mais do que alguns poucos instantes para o surgimento da janela para inserção da senha pessoal e a confirmação. Pelo novo sistema, o tempo perdido para cada assinatura impossibilitará por completo o trabalho dos magistrados e demais usuários” explica a AMAPAR.

Também é lembrado no requerimento que alguns juízes assinam, diariamente, várias dezenas, quando não centenas, de cartas precatórias, que, lamentavelmente, não permitem a assinatura em lote, como ocorre com mandados e cumprimentos em geral, fato que impede até mesmo o emprego do sistema de “Postergar Assinatura”, que seria a opção para minimizar a grande perda de tempo que o novo sistema de assinatura veio a impor.

Já nos primeiros minutos de seu lançamento, a AMAPAR comenta que passou a receber dezenas de reclamações de associados, muitos trabalhando em Plantão Judiciário, dando conta das dificuldades com o novo sistema e, mesmo quando operante e funcional, relatando sua extrema demora para a conclusão do processo.

Na experiência da Associação, ao testar o funcionamento em diversas plataformas, não foi diverso.

“Realmente, o assinador funciona. Em qualquer navegador, conforme testamos em Windows 7 e Windows 10, nos navegadores Internet Explorer, Mozilla Firefox, Google Chrome e Microsoft Edge. Mas o tempo gasto e quantidade de cliques necessários, sem falar na poluição digital gerada pela necessidade de download do aplicativo a cada nova assinatura, tornam a experiência para o usuário totalmente desastrosa. Na plataforma macOS (Apple), ademais, não foi possível a assinatura em nenhum navegador. Até então funcionava, sem grandes desafios, no Mozilla Firefox”, esclarece.

Por tais razões apresentadas, a AMAPAR requereu à supervisão de informática as providências necessárias com máxima urgência para sanar o grave comprometimento relatado no sistema.

Também é sugerido, momentaneamente, o restabelecimento do sistema anterior, com orientação aos usuários Windows de utilização do navegador “PJe”, que é uma versão personalizada do Mozilla Firefox voltada ao uso dos sistemas de processo eletrônico; e para os usuários Apple, que se utilizem da versão 5.1 do Mozilla Firefox.

“Tal providência seria muito bem-vinda, ao menos até que uma nova – e eficiente – versão do assinador seja desenvolvida pelo DTIC”, concluiu a AMAPAR. 

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