Por mais cadeiras femininas nos cargos de direção das instituições públicas

Rômulo Cardoso Sexta, 17 Março 2017

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No TJ-PR apenas a cadeira da 2ª vice-presidência foi ocupada por magistradas. 

 

O aumento da representatividade feminina nos cargos de direção em instituições públicas foi tema de colóquio, na semana passada, no prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado no dia 8 de março. 

 

Organizado conjuntamente pela Associação Paranaense dos Juízes Federais (APAJUFE), Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR) e Associação dos Magistrados do Trabalho da 9ª região, o encontro teve caráter inclinado à igualdade de gênero nas carreiras públicas.

 

Uma das participantes foi a juíza Márcia Hübler Mosko, que está na 3ª vara cível de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Ao classificar o colóquio como “excelente momento para reflexão das lutas e conquistas históricas e atuais das mulheres”, como afirmou à AMAPAR, a magistrada comenta que a discriminação tem diminuído, mas com muitas lutas pela frente. “Há de se evitar que se criem distinções onde não existe. Em que pese as presidências do STF e do STJ estejam hoje ocupadas por duas mulheres, a composição dos Tribunais ainda conta com número consideravelmente inferior de mulheres, sendo ainda mais discreto o número de mulheres em cargos de direção”, afirma.

 

 

Márcia Mosko também considera necessário que as mulheres comecem a ocupar posições de liderança. “Para que situações de preconceitos decorrentes de paradigmas sejam superadas, em prol do bem comum”, completa a magistrada.

 

 

Primeira mulher a presidir a APAJUFE, Patrícia Lopes Panasolo destacou a importância de se ouvir e debater. “O diálogo deve ocorrer entre homens e mulheres. Não há como ter igualdade sem todas as partes da sociedade estarem envolvidas. A desigualdade de gênero é um problema para todos nós", pontuou. 

 

TJ-PR 

 

Uma das convidadas a expor opinião durante o colóquio foi a desembargadora Sônia Regina de Castro, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR).

 

Ao falar com a AMAPAR, Sônia Regina, do alto de sua experiência no Judiciário - entrou na magistratura no ano de 1978 -, afirma que o Paraná está, ainda, um pouco atrasado, se comparado a outros estados, no que diz respeito à representatividade feminina na condução dos rumos de instituições públicas. “No Paraná, nós nunca tivemos uma mulher presidente [de Tribunal de Justiça]. Temos, agora, pela segunda vez, a 2ª vice-presidência, com as desembargadoras Dulce Cecconi e Lídia Maejima. Portanto, ainda vejo com certo acanhamento”, disse. 

 

 

A desembargadora também ressalta que o TJ-PR tem mudado a postura nos últimos anos, ao recepcionar cada vez mais as magistradas para funções administrativas. “Não vejo nenhum tolhimento. Estamos, por esta proporção, de número de homens maior que o de mulheres, galgando com naturalidade os espaços – não que antes não nos fossem dados por qualquer razão, como revanchismo, machismo ou qualquer coisa parecida, não.  Estamos nos mostrando, também, sendo confiantes, recebendo este voto de confiança. Isso nos encoraja a avançar”, explica.

 

 DE VANGUARDA

Primeira presidente eleita por votos diretos toma posse em Roraima

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Ladeada pelos presidentes da Associação dos Magistrados de Roraima e da AMB, Elaine Bianchi toma posse depois de ser a primeira magistrada eleita com votos de juízes e desembargadores. 

 

O dia 10 de fevereiro de 2017 entrou para a história do Poder Judiciário brasileiro, com a posse da desembargadora Elaine Bianchi como presidente do Tribunal de Justiça de Roraima para o período de 2017 a 2019. Além de ser a segunda mulher eleita para o cargo naquele estado, Bianchi foi a primeira magistrada escolhida com votos diretos no Poder Judiciário brasileiro – onde a escolha da cúpula foi determinada pelos votos de juízes e desembargadores.

 

 

Com 90% da preferência da magistratura de Roraima, a desembargadora diz estar motivada a trabalhar mais. Em entrevista exclusiva à AMAPAR, Bianchi comentou as mudanças e benefícios que o novo modelo de eleição trará aos tribunais do país. ‘‘Eu acredito que é uma mudança de paradigma, é algo que a magistratura brasileira anseia’’, afirmou.

 

 

‘‘Os juízes de primeiro grau querem participar da escolha dos dirigentes do tribunal, e o fato de termos saído na frente vai servir de exemplo para o restante do Brasil’’, completou a desembargadora, sobre o Tribunal de Justiça do Estado de Roraima ser o primeiro a ter eleições diretas.

 

O Tribunal de Justiça do Estado de Roraima foi o pioneiro do país a empossar membros da Mesa Diretora por meio do voto direto de magistrados. O presidente da AMB, Jayme de Oliveira, presente na cerimônia, considerou um aspecto muito importante e nobre para a magistratura brasileira, ao atribuir o feito como uma ‘‘revolução histórica’’. 

*Colaborou Lola Dias 

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