Marcelo Quentin mostra que “vive” a comarca de Sengés com a inauguração de cadeia construída por presos

Rômulo Cardoso Quinta, 03 Agosto 2017

 Marcelo Quentin mostra que “vive” a comarca de Sengés com a inauguração de cadeia construída por presos

Nas comarcas do interior, principalmente as menores, como as com juízo único, os magistrados são a representatividade exclusiva do Poder Judiciário, não se atendo apenas à prestação jurisdicional. Além da apreciação de processos e as consequentes sentenças, juízes despertam uma “veia cidadã” por onde passam.

 

Com essa “pegada” o juiz Marcelo Quentin tem construído reputação e admiração pelos munícipes de Sengés. A reinauguração da cadeia da cidade, na semana passada, demonstra bem o comprometimento de Quentin e sua vocação para a magistratura integral.

 

Quando chegou à comarca, há pouco mais de três anos, o magistrado se deparou com o dilema de não contar com a estrutura de uma cadeia para abrigar presos, que acabavam sendo enviados a Jaguariaíva, cidade próxima. Sem pensar duas vezes estimulou a população local e com apoio de recursos financeiros do conselho da comunidade construiu as novas instalações da carceragem.

 

“Se trata de dinheiro público, mas, sobretudo, de dinheiro da comunidade do município de Sengés, que foi destinado, mediante processo formal, para a construção do ambiente carcerário. Foi uma conquista para Sengés”, esclarece.

 

O espaço comporta 52 detentos de forma digna, como conta o juiz. “Os presos eram alocados de forma irregular, totalmente, além das condições subumanas. Hoje temos à disposição uma cadeia pública decente, com condições de receber presos em estado de dignidade”, acrescenta.

 

JUSTIÇA SEM GRADES 

 

E o melhor de tudo, o magistrado também contribuiu para a ressocialização de presos, que ficaram responsáveis por levantarem as paredes da cadeia, que serviu de piloto ao recém-criado projeto “Justiça sem grades”.

 

A construção da cadeia ratifica o compromisso de cidadania adotado por Marcelo Quentin, como salienta, ao falar da dedicação ao projeto. “Graças ao projeto temos a cadeia pública construída”, afirma ele.

 

O trabalho dos presos não ficará restrito à cadeia. Quentin, com apoio da prefeitura, tem desenvolvido com apoio de parceiros, como a prefeitura e empresariado, um verdadeiro liceu de ofício, com ganhos à remissão de pena.

 

De outra banda o magistrado também divulga à AMAPAR o desenvolvimento de mais um projeto, o Adolescente em Desenvolvimento. O foco são adolescentes que estejam cumprindo medidas socioeducativas, onde poderão aprender profissões e consequente inserção no mercado de trabalho. “Queremos uma verdadeira liberdade assistida, para que o adolescente fique de novo no ambiente social”, finaliza. 

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