“O jurisdicionado é a razão de ser do Judiciário”, afirma João Antônio De Marchi, novo desembargador do TJ-PR

Rômulo Cardoso Terça, 18 Setembro 2018

de marchi

 

Como virou tradição na AMAPAR, o novo desembargador do TJ-PR, João Antônio De Marchi, atendeu prontamente ao pedido de entrevista e falou um pouco sobre a carreira, cotidiano de trabalho e atuação do Poder Judiciário em tempos, no cenário político, tão intensos como os atuais. Agora que possui o direito ao voto nas eleições do TJ-PR - prerrogativa limitada aos desembargadores -, também comentou sobre o futuro da instituição.

 

Muito educado e de bom trato, embora discreto, de pouca exposição, De Marchi é um magistrado experiente, de carreira pelo interior, comarcas pequenas, maiores e a capital. Com mais de 29 anos de atuação na magistratura do Paraná, ele está no Tribunal, como juiz de Direito substituto em 2ºgrau, desde o ano de 2012, então agrega experiência ao julgar de forma colegiada, em câmaras cíveis e criminais. Destaca o compartilhamento como alicerce para o julgador que estará diante da análise de recursos, ou de questões de competência originária no 2º grau.

 

Promovido pelo critério de antiguidade, embora tenha requerido em duas oportunidades a opção por merecimento, deixou o tempo direcionar sua trajetória, como afirmou na entrevista.

 

“Me conformei, aguardei o momento para a promoção pelo critério de antiguidade. O tempo é o senhor da razão, tudo no seu tempo”.

 

Em vários momentos da conversa, como quando falou da promoção, ressaltou o compromisso do Poder Judiciário com o jurisdiconado. “Espero corresponder a confiança e continuar prestando o meu trabalho direcionado ao jurisdicionado, que é a razão de ser Poder Judiciário”.

 

Repete, também em respeito à sociedade, ao comentar os bons resultados obtidos pela magistratura paranaense no “Justiça em Números 2018” do Conselho Nacional de Justiça. “É uma luta conjunta, que demonstra o trabalho sério feito no Paraná”.

 

JUDICIÁRIO E ELEIÇÕES

 

Ao ser indagado sobre o peso de envergar a toga diante de tantos episódios em que o Judiciário tem sido provocado a decidir, ao condenar figuras públicas, afirma que a responsabilidade tem aumentado. “O importante é que quando provocado, o Poder Judiciário, de forma célere e responsável, tem dado resposta à sociedade”, afirma.

 

Além de responder, agora, pelo cargo de desembargador, De Marchi também se torna eleitor no TJ-PR e ajudará a escolher a próxima cúpula diretiva. “É uma responsabilidade a mais. Mas, certamente, o TJ-PR estará em boas mãos e contará com apoio dos magistrados paranaenses”, resume, ao afirmar que todos os pré-candidatos são capacitados.

 

Pergunta praxe, como desfecho da conversa, ao falar das atividades alheias às jurisdicionais, De Marchi confessa estar em dívida consigo mesmo. “Eu tenho falhado comigo, preciso de um tempo para o lazer”, finaliza, ao afirmar que, embora a atividade judicante tenha exigido muito, a saúde tem sido respeitada. “Isso que é importante”, conclui.

 

CARREIRA 


João Antônio De Marchi nasceu em Andirá (PR), no dia 29 de março de 1959. Cursou direito na Universidade Estadual de Londrina (UEL) e exerceu a advocacia por quase quatro anos. Ingressou na magistratura, como juiz substituto, em abril de 1989.

 

Passou pelas seções judiciárias de Laranjeiras do Sul e Jacarezinho. Como juiz de Direito, na entrância inicial, atuou em Congonhinhas e Ribeirão do Pinhal. Na entrância intermediária esteve em Pitanga e Santo Antônio da Platina. Chegou à final em 1996, quando atuou por quase 16 anos em Londrina. Como juiz substituto em 2º grau, a partir do ano de 2012, atuou em diversas câmaras criminais e cíveis. Também lecionou na EMAP, nas áreas de Direito Penal e prática de Processo Penal.

 

*Matéria editada na quinta-feira, dia 20, com a finalidade de corrigir informações divulgadas sobre a carreira do magistrado.

bemapbjudibamb403069308 jusprevlogo